Carlos Bolsonaro detalha estado de saúde do pai, Jair Bolsonaro, e levanta polêmica sobre risco de morte.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na noite deste domingo (15), no hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro está internado na unidade de terapia intensiva há três dias, lutando contra uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
Após a visita, Carlos compartilhou impressões sobre o estado de saúde do pai, descrevendo-o como “inchado” devido ao uso de antibióticos e “naturalmente irritado” com a situação. As declarações trouxeram um tom mais pessoal e preocupado sobre a condição do ex-presidente.
Segundo o filho do ex-presidente, o corpo de Jair Bolsonaro apresentava um inchaço visível, e seu estado emocional refletia a tensão e a gravidade do momento vivido. Essas observações foram feitas em meio a um quadro clínico que exige atenção contínua.
Carlos Bolsonaro afirmou, com base em conversas com a equipe médica, que seu pai correu um risco de morte iminente. Ele declarou que, “mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido”, ressaltando a urgência do atendimento recebido.
O filho do ex-presidente também adicionou um tom crítico ao seu relato, sugerindo que o agravamento da situação de saúde de Bolsonaro era o que “os canalhas querem”. Essa declaração adiciona um elemento de tensão política às informações sobre a saúde do ex-presidente.
Defesa de prisão domiciliar e críticas ao sistema judicial
Carlos Bolsonaro reiterou seu posicionamento em favor da transferência do pai para prisão domiciliar. Ele argumenta que essa seria uma medida crucial para a “preservação da sua vida”, indicando que a continuidade da prisão agravaria os riscos à saúde de Jair Bolsonaro.
Em sua fala, Carlos lamentou a situação de seu pai, descrevendo-o como “um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos”. Ele contrastou a prisão de Bolsonaro com a suposta soltura de “criminosos” que estariam “dando ordens no país”, reforçando seu discurso de injustiça.
Boletim médico aponta evolução renal, mas inflamação persiste
O último boletim médico divulgado na manhã de domingo indicou uma evolução clínica positiva, com melhora na função renal do ex-presidente. No entanto, os marcadores inflamatórios no sangue apresentaram uma nova elevação, o que levou ao aumento da medicação antibiótica.
Jair Bolsonaro segue recebendo suporte clínico intensivo na UTI, com a intensificação dos tratamentos de fisioterapia respiratória e motora. Ainda não há previsão para a sua alta da unidade de terapia intensiva, indicando que a recuperação demanda tempo e cuidados contínuos.
O quadro de saúde de Jair Bolsonaro, com broncopneumonia bilateral, exige monitoramento constante. A equipe médica trabalha para controlar a infecção e otimizar as funções vitais do ex-presidente, enquanto a família busca meios para sua recuperação e, no caso de Carlos, sua liberação para tratamento domiciliar.