
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) terá 8 deputadas estaduais a partir de fevereiro de 2027. O número representa duas mulheres a mais do que a atual legislatura, que tem 6 parlamentares, um crescimento de 33,3% na bancada feminina da Casa.
A mais votada entre as eleitas foi Olívia Motta (Republicanos), com 67.991 votos. Ela é uma das estreantes que chegam à Assembleia na renovação de 41% registrada nas urnas no domingo (4).
As deputadas eleitas
- Olívia Motta (Republicanos) – 67.991 votos
- Maria Porto (União Brasil) – 50.463 votos
- Lorena (PP) – 46.138 votos
- Cida Ramos (PT) – 46.083 votos (reeleita)
- Nil Mendes (PSB) – 42.488 votos
- Jô Oliveira (PCdoB) – 42.110 votos
- Danielle do Vale (Republicanos) – 35.505 votos (reeleita)
- Camila Toscano (MDB) – 30.389 votos (reeleita)
Das oito eleitas, três renovaram o mandato: Cida Ramos, Danielle do Vale e Camila Toscano. As outras cinco chegam à ALPB pela primeira vez. Republicanos é o único partido com duas deputadas na lista.
Na Câmara dos Deputados
Na bancada federal, a Paraíba elegeu apenas uma mulher entre os 12 deputados: Pollyanna Werton (PP), com 50.922 votos, o equivalente a 2,12% dos votos válidos.
O perfil da nova bancada
A nova bancada feminina reúne perfis variados. Há parlamentares que renovam o mandato e nomes que estreiam na Assembleia, com bases eleitorais em diferentes regiões do estado. A diversidade partidária também chama atenção: das oito eleitas, há representantes de partidos da base do governo e de legendas de oposição, o que pode facilitar acordos em torno de pautas de interesse comum.
A posse dos 36 deputados estaduais eleitos está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando também será escolhida a nova Mesa Diretora da Assembleia. A presença feminina na Mesa e nas presidências de comissões será um dos pontos a observar no início da nova legislatura, já que esses cargos definem o ritmo e a prioridade das votações.
Leitura do Jogo
O avanço é real, mas ainda distante da proporção do eleitorado: as mulheres são maioria entre os eleitores e ocuparão pouco mais de 22% das 36 cadeiras da Assembleia. O dado reforça o debate sobre a efetividade das cotas de candidaturas femininas e do financiamento destinado a elas.
Na prática, a nova bancada feminina terá peso nas comissões e na formação de maiorias a partir de 2027. Com representantes de sete partidos diferentes, o grupo pode atuar de forma conjunta em pautas de interesse comum, como saúde da mulher e combate à violência de gênero.