Governador Lucas Ribeiro, coordenador da campanha de Lula na Paraíba

Lucas assume campanha de Lula na Paraíba mesmo com PP nacional ao lado de Flávio

Campanha de Lula na Paraíba terá Lucas Ribeiro como coordenador no 2º turno, mesmo com o PP nacional apoiando Flávio. Ato será dia 13 em Campina.

Resumo

Governador Lucas Ribeiro

O governador reeleito Lucas Ribeiro (PP) decidiu não esperar a definição nacional do seu partido e assumiu, oficialmente, a coordenação da campanha do presidente Lula (PT) na Paraíba para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. O movimento acontece mesmo com a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, tendo anunciado apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

Nesta quarta-feira (7), Lucas reuniu os partidos que estiveram com ele no primeiro turno para dar a largada nas articulações. Também chamou siglas que não participaram da aliança estadual, como o PV. Segundo o governador, a unidade do grupo se apoia em um entendimento nacional e na defesa da reeleição de Lula como forma de defender a Paraíba.

Ato em Campina Grande abre a mobilização

O primeiro grande encontro do 2º turno já tem data: terça-feira (13), em Campina Grande. Lucas pediu o engajamento de prefeitos, vereadores, lideranças e parlamentares estaduais e federais, além do início imediato de ações nas redes sociais.

Participaram da reunião o senador eleito João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos), que disputou o Senado na mesma chapa. A presença dos dois reforça a imagem de um grupo unido em torno do presidente, depois de uma eleição em que Lula venceu com folga no estado, com cerca de 61% dos votos válidos.

Partidos nacionais de um lado, aliança local do outro

O cenário nacional joga contra o desenho paraibano. Além da federação do PP com o União Brasil, o Republicanos também caminha para declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Ainda assim, Nabor deixou claro que sua posição segue a aliança estadual. “A gente, junto com Lucas e João, votamos em Lula no primeiro turno”, afirmou. Ele completou: “Lucas tem que fazer um grande governo”.

O primeiro gesto do governador após a reeleição, aliás, foi justamente uma reunião com Lula em Brasília, sinal de que a parceria com o Governo Federal é tratada como prioridade para o novo mandato.

Ausências e recados

Nem todos os aliados de Lula estiveram na reunião. O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT), que fazem oposição ao grupo de Lucas no estado, não compareceram. Veneziano disse não ter objeção a fazer campanha ao lado de quem esteja defendendo o melhor para o Brasil, sem citar nomes.

Dentro do PT, o deputado estadual eleito Flávio Brasileiro já havia sinalizado que o apoio da bancada petista na Assembleia Legislativa vai levar em conta o empenho do governador na reeleição do presidente.

Leitura do Jogo

Ao vestir a camisa de coordenador, Lucas faz um movimento de duplo efeito: consolida a relação com o Palácio do Planalto, peça-chave para obras e recursos nos próximos quatro anos, e se firma como a principal liderança do campo governista na Paraíba. Do outro lado, a oposição, puxada pelo senador Efraim Filho, aposta em ampliar a votação de Flávio no estado. Com o tempo curto até 25 de outubro, a disputa agora é por mobilização, e o ato de Campina Grande será o primeiro termômetro.

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