
A Justiça Eleitoral recebeu 821 denúncias de propaganda eleitoral irregular na Paraíba durante o primeiro turno das Eleições 2026. Os registros chegaram de 83 municípios do estado por meio do Pardal, o aplicativo oficial que permite ao próprio eleitor apontar infrações durante a campanha.
O volume é bem maior do que o da eleição anterior. Em 2022, quando o canal já funcionava, foram 465 denúncias em 68 cidades. Ou seja, o número de queixas cresceu cerca de 77% e a ferramenta chegou a 15 municípios a mais.
João Pessoa lidera e rua concentra infrações
A capital, João Pessoa, concentrou o maior número de registros. A maior parte das irregularidades apontadas aconteceu em via pública, como faixas, cavaletes, adesivos e materiais de campanha espalhados em locais proibidos pela legislação.
Entre os cargos em disputa, o de deputado estadual foi o mais denunciado, com 282 registros. O dado ajuda a entender a dinâmica da campanha proporcional: com centenas de candidatos disputando espaço, a briga pela visibilidade nas ruas costuma ser mais intensa.
571 denúncias viraram processos
Todas as 821 denúncias foram analisadas pela Justiça Eleitoral. Dessas, 571 foram convertidas em processos contra os responsáveis pelas irregularidades. Nem toda queixa enviada pelo aplicativo vira ação: é preciso que haja elementos mínimos, como fotos, localização e a identificação do material, para que o caso siga adiante.
Como usar o Pardal no 2º turno
Na Paraíba, o segundo turno, em 25 de outubro, será apenas para presidente da República. Mesmo assim, as regras de propaganda continuam valendo. O Pardal pode ser baixado gratuitamente nas lojas de aplicativos para celular. Para registrar uma denúncia, o eleitor informa o local, descreve o que viu e anexa fotos ou vídeos. Quanto mais detalhada a denúncia, maiores as chances de ela ser aproveitada.
Leitura do Jogo
O salto nas denúncias mostra um eleitor mais atento e disposto a fiscalizar a campanha com o celular na mão. Para candidatos e partidos, o recado é claro: a vigilância sobre a propaganda de rua deixou de depender só dos fiscais e passou a contar com milhares de olhos espalhados pelo estado. Com uma disputa única no segundo turno, a tendência é de menos material nas ruas, mas o canal segue aberto para quem flagrar abusos.