Novo aciona Conselho de Ética contra Erika Hilton após fala polêmica de Ratinho sobre identidade de gênero

Novo aciona Conselho de Ética contra Erika Hilton após fala polêmica de Ratinho sobre identidade de gênero

Resumo

Novo entra com representação contra Erika Hilton no Conselho de Ética da Câmara

O Partido Novo protocolou uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O pedido, apresentado neste sábado (14), solicita a abertura de um processo disciplinar por suposta quebra de decoro parlamentar, o que pode, em última instância, levar à perda do mandato.

O documento foi encaminhado à Mesa Diretora da Casa e é assinado pelo presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro. No texto, o partido afirma que a deputada teria utilizado instrumentos jurídicos e sua posição parlamentar para reagir a críticas feitas pelo apresentador Ratinho no canal de televisão SBT.

A disputa teve início após Erika Hilton assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Durante um programa exibido pelo SBT, Ratinho comentou a escolha e afirmou que a parlamentar “não era mulher, mas trans”, acrescentando que, em sua opinião, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. O apresentador também declarou que “para ser mulher é preciso ter útero”. Conforme informação divulgada pelo Novo, a deputada Hilton solicitou posteriormente que o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo investigasse o apresentador por possível prática de transfobia, argumentando que sua identidade de gênero teria sido usada como elemento central para questionar sua atuação política.

Ratinho se defende e Novo acusa Erika Hilton de cercear o debate

Em resposta às ações, Ratinho afirmou nas redes sociais que suas declarações constituíam apenas crítica política e que “opinião não é preconceito”. O Partido Novo, em sua representação ao Conselho de Ética, sustenta que a deputada estaria usando seu mandato para intimidar opositores e restringir manifestações de opinião. O partido também cita outras iniciativas judiciais da parlamentar contra pessoas que fizeram declarações consideradas transfóbicas.

Segundo a sigla, a ação não tem o objetivo de limitar o direito da deputada de se posicionar politicamente, mas sim de questionar o uso de instrumentos jurídicos para, segundo o partido, silenciar críticas e limitar o debate público sobre sexo biológico e identidade de gênero. O Novo busca, com essa representação, evitar que a deputada Erika Hilton utilize sua posição para cercear o livre debate de ideias.

Conselho de Ética analisará pedido e Erika Hilton ainda não se pronunciou

Agora, caberá ao Conselho de Ética da Câmara analisar o pedido do Novo e decidir se haverá abertura formal de investigação. Caso o processo seja instaurado, o colegiado poderá aplicar punições que variam de advertência a recomendação de cassação do mandato, decisão que precisaria ser confirmada posteriormente pelo plenário da Casa.

A deputada Erika Hilton ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de representação protocolado pelo Partido Novo. A expectativa é de que a parlamentar apresente sua defesa ao Conselho de Ética, caso o órgão decida dar seguimento à solicitação do partido.

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