
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão chegou ao fim nesta quinta-feira (1º), três dias antes do primeiro turno. No último programa, os candidatos ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP) deixaram claro qual imagem querem que o eleitor leve para a urna no domingo (4).
Cada campanha escolheu uma palavra-chave para a despedida: experiência, mudança e gestão. Três estratégias diferentes, que ajudam a entender como cada grupo leu o momento da disputa.
Cícero Lucena: a trajetória como cartão de visitas
O programa de Cícero Lucena apostou na experiência. O candidato do MDB relembrou a passagem por cargos como o Governo do Estado, o Senado, um ministério e a Prefeitura de João Pessoa, e mostrou imagens de viagens por diferentes regiões do estado, reforçando a ideia de proximidade com a população.
A mensagem final foi resumida em uma frase: “Eu quero uma Paraíba boa na capital e no interior também. Boa de verdade”. O guia ainda apresentou propostas para saúde, segurança, educação, infraestrutura hídrica e desenvolvimento regional.
Efraim Filho: o apelo à mudança
Efraim Filho, do PL, encerrou o horário eleitoral com tom emocional e foco na mudança. O programa repetiu o jingle “Eu boto fé” e a expressão “Virou, sim”, que marcou a reta final da campanha.
“Nesta campanha eu vi um sentimento ganhar as ruas. Esse sentimento é de mudança”, afirmou o candidato, que pediu ao eleitor “firmeza, carinho e confiança” para o domingo.
Lucas Ribeiro: balanço de governo e segurança pública
Lucas Ribeiro, do PP, usou o último programa para apresentar um balanço das ações do governo estadual e defender a continuidade da gestão. A segurança pública ganhou destaque, com menção à formação de novos policiais e a promessa: “Nós vamos combater de forma firme o crime na Paraíba”.
Entre as propostas exibidas estão novos distritos industriais, IPVA zero para motociclistas de aplicativo, ampliação dos serviços de saúde e investimento em educação técnica.
Leitura do cenário: três discursos para três públicos
A escolha das palavras não é por acaso. Quem fala em experiência busca o eleitor que valoriza currículo e conhece a história do candidato. Quem fala em mudança mira o eleitor insatisfeito ou ainda indeciso. E quem fala em gestão aposta na avaliação do trabalho já feito e na ideia de que é melhor não interromper o que está em andamento.
Com o fim do guia, a campanha entra nas últimas horas de corpo a corpo. Caminhadas, carreatas e carros de som são permitidos até as 22h de sábado (3). No domingo (4), a votação acontece das 8h às 17h, e é o eleitor quem vai dizer qual dos discursos convenceu mais.