
O vereador Saulo Germano (Podemos) foi reeleito nesta quinta-feira (1º) presidente da Câmara Municipal de Campina Grande. Ele comandará o Legislativo campinense também no biênio 2027-2028, segunda metade da atual legislatura.
A eleição teve apenas uma chapa inscrita, o que garantiu a vitória sem disputa em plenário. Com isso, a Casa resolveu a sucessão interna antes do primeiro turno das eleições gerais, marcado para domingo (4).
Quem compõe a nova Mesa Diretora
Além de Saulo Germano na presidência, a Mesa eleita para o próximo biênio terá a seguinte formação:
- 1º vice-presidente: Luciano Breno (Avante)
- 2º vice-presidente: Dinho Papaléguas (PSDB)
- 3ª vice-presidente: Valéria Aragão (Republicanos)
- 1º secretário: Saulo Noronha (MDB)
- 2ª secretária: Jô Oliveira (PCdoB)
- 3ª secretária: Waléria Assunção
Segundo o relato da sessão, a nova composição reúne quatro vereadores da base governista e três da oposição. Em relação à Mesa atual, a bancada oposicionista ganhou um assento a mais na direção da Casa.
Eleição antecipada por mudança no Regimento
A votação só pôde acontecer nesta quinta porque a Câmara aprovou, na 78ª sessão ordinária, realizada na terça-feira (29), dois projetos de resolução: o de nº 106/2026, que altera o Regimento Interno, e o de nº 107/2026, que marcou a eleição da Mesa para o dia 1º de outubro.
Para participar da votação, Luciano Breno deixou temporariamente o cargo de secretário de Defesa do Consumidor, pasta criada recentemente pela Prefeitura de Campina Grande, e reassumiu a cadeira de vereador. O nome dele chegou a circular como possível candidato à presidência, mas o acordo final o manteve como primeiro vice.
Após a proclamação do resultado, Saulo Germano disse estar feliz com a recondução, avaliou que ela é um sinal de reconhecimento pelo trabalho feito neste biênio e destacou a importância do diálogo entre governistas e oposição na condução da Casa.
O que a reeleição sinaliza
A chapa única e a divisão de cargos entre base e oposição indicam que a sucessão foi costurada nos bastidores antes de chegar ao plenário. Ao antecipar a votação, a Câmara evitou que o resultado das urnas de domingo interferisse no jogo interno e passou a ter o comando definido até o fim de 2028.
Na prática, Campina Grande atravessa o período pós-eleitoral com o Legislativo municipal já organizado, o que tende a dar previsibilidade à relação com o Executivo nos próximos dois anos. Para a oposição, a vaga extra na Mesa amplia a presença em um espaço que define pautas, orçamento interno e o ritmo das votações.
A posse da nova Mesa Diretora deve ocorrer no início do próximo biênio, conforme prevê o Regimento Interno da Casa.
Foto: Josenildo Costa/CMCG