R$ 14,5 bilhões para renovar frotas vão à sanção

Renovação de frota: R$ 14,5 bilhões em crédito vão à sanção de Lula

Renovação de frota: Congresso aprova até R$ 14,5 bilhões em crédito para caminhoneiros, MEIs e transportadoras. Projeto segue para sanção de Lula.

Resumo

Arte: R$ 14,5 bilhões para renovar frotas vão à sanção

O Senado aprovou nesta quarta-feira (28) o projeto que autoriza a União a destinar até R$ 14,5 bilhões para linhas de financiamento voltadas à compra de veículos e implementos rodoviários. A proposta, o PL 5.649/2026, já havia passado pela Câmara dos Deputados na terça-feira (27) e agora segue para sanção do presidente Lula.

Quem pode pegar o crédito

O dinheiro é reembolsável, ou seja, será emprestado e precisará ser devolvido. Podem acessar as linhas:

  • microempreendedores individuais (MEIs), empresários individuais e empresas do transporte rodoviário de cargas ou de passageiros, urbano ou não;
  • transportadores autônomos de cargas;
  • pessoas físicas associadas a cooperativas de transporte rodoviário de cargas.

A compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos fica restrita aos autônomos, aos MEIs e aos associados de cooperativas. Empresas maiores só poderão financiar veículos novos.

O que ainda falta definir

O texto aprovado não fixa as taxas de juros dos financiamentos, que devem ser definidas na regulamentação depois da sanção. O substitutivo aprovado na Câmara foi apresentado pelo deputado Lula da Fonte (PP-PE).

Por que importa

A frota brasileira de caminhões é envelhecida, o que encarece o frete, aumenta o consumo de combustível e eleva o risco de acidentes. Linhas de crédito com apoio da União são uma reivindicação antiga de caminhoneiros e transportadoras, que alegam dificuldade de acesso a financiamento no mercado.

Leitura do Jogo Político

A aprovação rápida, em dois dias nas duas Casas, mostra que pautas econômicas de apelo setorial seguem avançando no Congresso mesmo no clima tenso do pós-eleição. Os caminhoneiros são uma categoria com forte peso político, e a medida tende a ser explorada pelo governo e pelos parlamentares que a patrocinaram. O desafio será o custo fiscal, num momento em que o ajuste das contas públicas volta ao centro do debate.

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