Flávio Bolsonaro busca prisão domiciliar humanitária para o pai, citando “fato novo” na internação em UTI
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou que a defesa de Jair Bolsonaro apresentará um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. A solicitação surge após a internação do ex-presidente em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com diagnóstico de broncopneumonia, um quadro que, segundo o senador, configura um “fato novo”.
A condição clínica atual de Jair Bolsonaro, que requer acompanhamento contínuo, seria o principal argumento para a mudança do regime de cumprimento de pena. Flávio Bolsonaro enfatiza que a permanência em casa permitiria a assistência necessária, seja por familiares ou profissionais de saúde, 24 horas por dia.
O pedido visa reconsiderar decisões anteriores do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já haviam negado a prisão domiciliar. A defesa aguarda a elaboração de um laudo médico detalhado para embasar a nova solicitação, buscando apresentá-la o mais breve possível, conforme divulgado pelo senador após visitar o pai no Hospital DF Star.
Riscos com medicamentos e a necessidade de assistência imediata
Flávio Bolsonaro também expressou preocupação com os riscos associados aos medicamentos que Jair Bolsonaro está utilizando. Ele mencionou que os efeitos colaterais podem levar a acidentes que necessitam de assistência imediata, algo que seria mais garantido em um ambiente domiciliar.
“O problema não é o local em si, ele é muito bem tratado, mas passa grande parte do dia sozinho. Se ficar desacordado, por exemplo, pode resultar em morte. Não há como negar essa realidade”, afirmou o senador, ressaltando a gravidade da situação.
Situação de Jair Bolsonaro e o cumprimento de pena
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão na Papudinha, presídio do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde 15 de janeiro. Ele foi levado às pressas ao hospital na manhã de sexta-feira (13) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Um boletim médico divulgado no sábado (14) informou que Bolsonaro está “estável clinicamente”, mas apresentou “piora na função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”. Não há previsão de alta da UTI, o que reforça o argumento da defesa sobre a necessidade de cuidados intensivos e contínuos.
O “fato novo” que embasa o pedido de domiciliar
A broncopneumonia e a consequente internação em UTI são consideradas pela defesa como um “fato novo” que justifica a reavaliação do pedido de prisão domiciliar. A necessidade de monitoramento constante e a possibilidade de eventos adversos com os medicamentos administrados são os pilares do argumento para a mudança do regime prisional.
O senador reiterou a urgência em apresentar o pedido, aguardando apenas a finalização do laudo médico para protocolar a nova solicitação. A expectativa é que a Justiça reconsidere a situação diante do quadro clínico atual do ex-presidente, buscando garantir maior segurança e conforto durante o tratamento.