EUA exigem saída de Díaz-Canel para negociar com Cuba, afirma jornal; Marco Rubio nega

EUA exigem saída de Díaz-Canel para negociar com Cuba, afirma jornal; Marco Rubio nega

Resumo

EUA condicionam negociações com Cuba à saída de Miguel Díaz-Canel, diz jornal

O governo dos Estados Unidos teria condicionado o avanço em negociações com Cuba à saída do atual líder, Miguel Díaz-Canel, do poder. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times, citando fontes anônimas próximas às conversas entre os dois países.

Segundo a reportagem, autoridades americanas teriam comunicado a negociadores cubanos que não haverá progresso nas tratativas enquanto Díaz-Canel permanecer como chefe do regime comunista. A proposta não visaria a queda completa do governo, mas a substituição do atual ditador como um passo inicial.

O jornal aponta que a estratégia americana busca abrir espaço para reformas estruturais na economia cubana, consideradas improváveis sob a liderança de Díaz-Canel, visto por Washington como um representante da ala mais dura do regime. O objetivo seria facilitar a entrada de empresas privadas e investidores estrangeiros na ilha, que enfrenta uma grave crise econômica.

Demanda por reformas e liberação de presos

Ainda de acordo com o The New York Times, a posição dos Estados Unidos não incluiria exigências contra membros da família Castro, que mantêm influência política em Cuba. A estratégia estaria focada em forçar concessões do regime, e não necessariamente em uma mudança total de liderança. Negociadores americanos também defenderiam a libertação de presos políticos.

Outras demandas mencionadas incluem a substituição de dirigentes mais antigos, alinhados à ideologia de Fidel Castro, e a implementação de medidas que promovam a abertura econômica de Cuba. A ilha tem passado por sua pior crise desde a revolução de 1959, agravada por sanções americanas recentes.

Marco Rubio nega informações e Trump critica regime cubano

Em resposta à reportagem, o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, utilizou suas redes sociais para classificar as informações como “falsas”. Rubio criticou veículos de comunicação que, segundo ele, dependem de fontes não confiáveis para divulgar tais notícias. A declaração aumenta a incerteza sobre a veracidade das alegações do jornal.

Paralelamente, o presidente Donald Trump reiterou suas críticas ao regime cubano. Durante uma declaração na Casa Branca, Trump expressou o desejo de “tomar Cuba” e “libertar” a ilha. Ele afirmou que o país está enfraquecido pela crise econômica e sugeriu um papel decisivo de seu governo no futuro político cubano. O ditador Díaz-Canel confirmou recentemente a existência de conversas com Washington.

Pressão crescente e protestos em Cuba

Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre Havana com restrições ao envio de petróleo e o endurecimento de sanções econômicas. Essa política tem gerado caos interno em Cuba, especialmente pela crise de energia, que culminou em diversos protestos em diferentes regiões do país no último final de semana.

A situação reflete a complexidade das relações entre os dois países e as tensões políticas e econômicas que moldam o futuro da ilha. A possível exigência de saída de Díaz-Canel, se confirmada, representaria um novo capítulo na política externa americana em relação a Cuba.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também