EUA se preparam para reabrir Estreito de Ormuz e indicam “desfiguração” do novo líder iraniano
O Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta sexta-feira (13) que Washington está mobilizando esforços para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico alvo de recentes ações iranianas. A declaração surge em um momento de alta tensão na região, com o conflito entre forças americanas e israelenses contra o Irã se intensificando.
Hegseth também abordou a condição de saúde de Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo iraniano, apontando para a possibilidade de que ele esteja gravemente ferido. As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa onde o secretário detalhou os desdobramentos da guerra.
As avaliações sobre o estado de saúde do líder supremo foram baseadas em seu primeiro pronunciamento oficial, que, segundo Hegseth, careceu de elementos visuais. “Ontem ele divulgou uma declaração, na verdade bastante fraca, não havia áudio nem vídeo”, afirmou o secretário, sugerindo uma possível fragilidade decorrente dos ataques que vitimaram seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.
Balanço militar e controle do Estreito de Ormuz
Em um balanço atualizado das operações militares, Pete Hegseth informou que os Estados Unidos e Israel já atingiram **mais de 15 mil alvos em solo iraniano** em ações conjuntas. O foco agora se volta para a recuperação do controle do Estreito de Ormuz, uma artéria crucial para o comércio global de petróleo.
O Estreito de Ormuz é fundamental, pois por ele transita aproximadamente **20% do petróleo mundial**, o que o torna um ponto de interesse estratégico inegociável para a economia global. A promessa de reabertura sinaliza uma determinação americana em assegurar a livre navegação e o fluxo energético.
Decisão final sobre o conflito nas mãos de Trump
O Secretário de Guerra reiterou que a condução e a extensão do conflito estão sob a alçada direta do presidente Donald Trump. Hegseth enfatizou a capacidade do presidente em determinar o curso dos eventos, declarando que Trump “tem as cartas na manga e determinará o ritmo, o andamento e o momento deste conflito”.
A estratégia americana parece focada em manter a pressão sobre o Irã, ao mesmo tempo em que busca restabelecer a normalidade em rotas marítimas vitais. A situação no Oriente Médio continua volátil, com os olhos do mundo voltados para os próximos passos dos Estados Unidos e seus aliados na região.