Israel intensifica ofensivas no Líbano, deixando ao menos dez mortos em Beirute e no sul do país.
O Exército de Israel realizou novos bombardeios contra o Líbano entre a noite de domingo (15) e a madrugada de segunda-feira (16), horário local. Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques mais recentes resultaram na morte de pelo menos dez pessoas.
As Forças de Defesa de Israel informaram, em comunicado divulgado nas redes sociais, que atingiram “infraestruturas terroristas do Hezbollah” na capital libanesa, Beirute. A agência estatal Agência Nacional de Notícias do Líbano reportou que os bombardeios concentraram-se nos arredores do sul de Beirute, uma área que tem sido alvo frequente de ataques desde o início da escalada do conflito.
Horas antes dos ataques em Beirute, ofensivas também foram registradas em diversas cidades do sul do Líbano. Essa região continua sendo um dos principais focos das operações militares israelenses, com impactos significativos na população local.
Vítimas em diferentes localidades libanesas
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês, a cidade de Majdal Selm registrou dois mortos após um ataque. Em outra localidade, Aytit, um bombardeio ceifou a vida de três pessoas. Já no distrito de Jezzine, um ataque distinto resultou em cinco fatalidades, totalizando as dez mortes confirmadas até o momento.
Conflito se agrava desde março
Os bombardeios israelenses em território libanês ocorrem de forma contínua desde 2 de março. A intensificação do conflito regional se deu após confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã. Desde então, mais de 800 pessoas já morreram no Líbano em decorrência dessas ofensivas militares israelenses.
A nova fase da guerra teve início após o Hezbollah, grupo considerado terrorista e apoiado pelo Irã, lançar ataques contra o norte de Israel. Essas ações foram uma resposta às operações militares de Israel contra Teerã. Até o momento, as ofensivas do Hezbollah contra o território israelense têm apresentado alcance limitado, enquanto Israel mantém ataques frequentes em solo libanês, aumentando a preocupação com a escalada da violência.